LIVRO NADA PARA VESTIR PDF

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Nada Para Vestir (Em Portugues do Brasil) [Arlindo Grund] on spawdelacseopror.tk * FREE* shipping on qualifying $ + Free Shipping. Sold by: Livro Brasileiro . Nada para vestir Arlindo Grund Ler livros PDF, De. Arlindo Grund, apresentador do Esquadrão da Moda, do SBT. Em Nada para vestir, Arlindo Grund mostra. O que lemos neste livro é a magia da transformação pela palavra: seres humanos .. falou mais nada, ficou mudo, apagou-se, levaram para o hospital ele passou 8 dias internado e sem falar, foi Aí eu vou vestir na minha boneca .


Livro Nada Para Vestir Pdf

Author:CARTER BOETTCHER
Language:English, Indonesian, Japanese
Country:Ukraine
Genre:Business & Career
Pages:746
Published (Last):02.07.2016
ISBN:568-7-20954-971-6
ePub File Size:22.33 MB
PDF File Size:14.87 MB
Distribution:Free* [*Registration Required]
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19 ago. As propostas de recensão de livros devem ser enviadas para [email protected] com. ção não vale nada representa a comunicante como uma pessoa spawdelacseopror.tk (last accessed 04/03/14): .. mulheres é livre se elas não impuserem barreiras, como se comportar e se vestir. Este livro é pra você. Ele está cheio de consumo em massa - tão feroz e nada sustentável. .. a vestir suas roupas do avesso mais ideias, baixe o nosso pdf. ilustrações foram feitas para as versões Hebraica e Polaca do livro e são todas estri- tamente a .. “Não tens absolutamente nada a recear, Michel,” disse Thao. “Confia em .. Aí, irás encontrar um traje, que deves vestir antes de vires aqui ter .

E exteriormente a pessoa torna-se escrava da sociedade, da presso da sociedade; nesta presso da existncia organizada, a existncia tribal deu lugar ao controlo centralizado, organizado, industriali zado. H cada vez menos liberdade exterior. Onde h mais progresso h menos liberdade. Isto evidente, um facto observvel em toda a sociedade que se torna mais complexa, mais organizada.

Assim, exteriormente h a presso do controlo, a moldagem da mente do indivduo - tecnologicamente, industrialmente.

Sendo exteriormente to constrangida, a pessoa tende naturalmente a entrincheirar-se psicolo gicamente, interiormente, cada vez mais, num determi nado padro de existncia. Isto tambm um facto evidente. Assim, para quem bastante srio para investigar se h, de facto, uma Realidade, para descobrir o que a Verdade - a Verdade no construda pelo homem; com o seu medo, o seu desespero; a Verdade que no uma tradio, uma repetio, um instrumento de propagan da - para se descobrir isso, tem de haver completa 36 liberdade.

Exteriormente, poder no existir liberdade, mas interiormente, tem de haver absoluta liberdade. Compreender esta questo da liberdade das coisas mais difceis. No sei se j reflectistes profundamente sobre isso. Ainda que j tenhais pensado no assunto, sabeis o que significa ser livre? Por liberdade no entendo uma libertao abstracta, ideal - isso dema siado terico e distante, pode no ter qualquer realida de; pode ser uma inveno de uma mente cheia de desespero, de medo, de agonia, que construiu verbal mente, intelectualmente, um modelo, na esperana de alcanar um determinado estado verbal, mas isso no uma realidade.

No estamos a falar de liberdade como uma abstraco mas como uma realidade; falamos da liberdade quotidiana, interior, em que psicologicamente no h sujeio a coisa alguma. Ser isso possvel? Teoricamente, idealmente, talvez seja possvel. Mas aqui no nos interessam ideias, nem teorias, nem esperanas de tipo religioso e especulativo; s nos interessam factos. Psicologicamente, interiormente ser possvel a men te estar totalmente livre? Exteriormente, pode-se ir para o emprego todos os dias, pertencer a uma certa catego ria de pessoas, a uma determinada sociedade, etc.

Mas devero as tenses e as presses do condi cionamento exterior, do ajustamento externo ao padro de uma determinada sociedade - dever isso dominar a psique, todo o processo do nosso pensamento? E haver realmente completa liberdade psicolgica?

Porque sem liberdade, sem absoluta liberdade psicolgica, nenhuma 37 possibilidade existe de descobrir a Realidade, de desco brir o que Deus - se tal ser existe. A liberdade absolutamente necessria mas a maioria de ns no deseja ser livre - esta a primeira coisa que temos de reconhecer.

Assim, ser possvel estarmos psicologicamente li vres, de modo a podermos descobrir, por ns mesmos, o que a Verdade? Porque no prprio processo ou no prprio acto de com preender o que a Verdade, ficamos capazes de ajudar o nosso semelhante; de outro modo, no podemos ajudar; de outro modo criamos mais confuso, mais sofrimento para o ho mem - o que, alis, bvio, como mostram todas as coisas que esto a acontecer. A verdade que com unicada por outro, que descrita ou ensinada por outro - por muito sbio ou inteligente que seja - no Verdade.

Somos ns que temos de ir descobri-la, de compreend-la. Retiro a expresso ir descobri-la - no podemos ir desco brir a Verdade; no podemos pr-nos procura, consciente e deliberadamente, para a encontrar. Temos de encontrar inesperadamente a Verdade no escuro, desprevenidamente. Mas no podemos assim encon tr-la se, no ntimo, a nossa mente, a nossa psique, no estiver completa e totalmente livre.

Para descobrir qualquer coisa, mesmo no campo cientfico, a mente tem de estar livre. Tem de estar descondicionada para ver o que novo. Mas, em geral, infelizmente, a nossa mente no fresca, nova, inocente - para ver, observar, compreender. Estamos cheios de experincias, no s das experincias que 38 acumulmos recentemente - com recentemente que ro dizer nos ltimos cinquenta ou cem anos - mas tambm da experincia humana imemorial. Estamos confusos e bloqueados por tudo isso, que constitui o nosso conhecimento, consciente ou inconsciente; o conhecimento consciente o que adquirimos atravs da instruo que recebemos neste mundo moderno, no nosso tempo.

Ora, importante, quando estais a ouvir estas pala vras, que escuteis realmente. Penso que h diferena entre escutar e ouvir. Podem os ouvir palavras e interpret-las, dando-lhes o nosso prprio significado ou o significado segundo um certo dicionrio, e ficar ao nvel da comunicao puramente verbal. E quando se ouvem palavras dessa maneira, intelectualmente, h concordncia ou discordncia. Prestemos um pouco de ateno a isto, por favor.

N o estamos a trocar opinies. N o estamos a investigar dialecticamente a verdade de opinies. Estamos a investigar, a tentar compreender a Verdade - no a verdade de opinies, no a verdade do que outros disseram. Se escutarmos o que inteiramente diferente de ouvir, apenas - ento no h nem concordncia nem discordncia.

Estamos realmente a escutar, para descobrir o que verdadeiro e o que falso - e isso no depende do nosso julgamento ou opinio, do nosso conhecimento, ou do nosso condicionamento. Temos assim de escutar, se queremos ser verdadei ramente srios.

P9 Livro Testes

Se se deseja ser superficial, estar apenas entretido com um passatempo intelectual, tambm est certo. M as se somos realmente srios e sentimos a 39 urgncia de descobrir o que a Verdade, temos de escutar.

O acto de escutar no implica concordncia ou discordncia. E essa a beleza do escutar. Ento compreendemos totalmente. Se escutarmos aquele corvo, veremos que estamos a dar ateno to completamente que no comparamos, que no interpretamos o som, como o som produzido por um corvo.

Estaremos a escutar puram ente o som, sem interpretao, sem identificao, e portanto sem comparar. E assim o acto de escutar.

Ora, se estamos a comunicar verbalmente - e isso o que nos possvel fazer - ento temos no apenas de ouvir a palavra - isto , a natureza e o significado dessa palavra - mas tambm de escutar, sem concordar ou discordar, sem comparar, sem interpretar, temos real mente de dar toda a ateno. Ento, veremos, por ns mesmos, imediatamente, o significado de tudo o que a palavra liberdade implica. Pode-se compreend-lo ins tantaneamente.

A compreenso, o acto de compreender imediato, quer acontea amanh ou hoje. O estado de com preenso , p o rtan to , intem poral; no um processo gradual, um processo acumulativo. Assim, no estamos s a comunicar verbalmente uns com os outros, mas estamos tambm, realmente, a escutar-nos uns aos outros.

Estais a escutar-vos a vs mesmos, ao mesmo tempo que estais a ouvir este que vos est a falar. O que ele est a dizer no importante, mas o que escutais importante - vede, por favor, que isto no um jogo intelectual. Porque o ouvinte, cada um de vs, que tem de descobrir o que a Verdade; o ouvinte que tem de compreender toda a estrutura, toda 40 a anatomia, toda a profundeza e plenitude da liberdade. O orador est apenas a comunicar verbalmente.

E se estais s a ouvir as palavras e dizeis: Essa a sua opinio, Esta a m inha opinio, Concordo, Discordo, Foi isso que Buda ou Shankara disse ento, vs e eu no estamos a comunicar.

Ento, estamos apenas a entreter-nos com opinies - pelo menos vs estais. Assim, temos de ver com muita clareza, logo desde o comeo, para que no estejamos s a ouvir a comunicao verbal - a palavra, o signifi cado e a natureza da palavra - mas tambm a escutar.

Tendes assim uma dupla tarefa - ouvir as palavras e escutar. Naturalmente, a palavra que ouvis tem um significado e esse significado evoca certas respostas, certas lembranas, certas reaces. Mas, ao mesmo tempo, tendes de escutar sem reaco, sem opinios, sem julgamento, sem comparao. A vossa tarefa assim muito maior que a do orador, e no o contr rio, que aquilo a que geralmente se est habituado: o orador faz o trabalho todo e fica-se apenas a ouvir, a concordar ou discordar, e depois cada um vai-se embora muito animado e satisfeito, intelectualmente estimulado.

Mas tal estado no tem qualquer valor - para isso tambm se pode ir a um cinema. Mas, quando uma pessoa verdadeiramente sria, essa seriedade exige uma ateno completa, uma aten o aprofundada, que vai at ao fim. Essa pessoa sabe certamente a arte de escutar. E se sabeis esta arte, no preciso dizer mais nada. Ento escutareis a voz do corvo, do pssaro, o sussurrar da brisa entre a folha gem; e escutar-vos-eis tambm a vs mesmos, os mur 41 mrios da vossa mente, o vosso corao, e os sinais vindos do vosso inconsciente.

Estareis ento num estado de penetrante e intensa escuta e, portanto, j no andareis entretidos com opinies. Assim, se somos realmente srios, escutamos dessa maneira; e precisamos de escutar assim.

Porque, como disse, a liberdade absolutamente necessria para a compreenso do que a Verdade. Sem essa compreen so, a vida torna-se muito superficial, vazia, tornamo-nos meros autmatos.

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E no acto de compreender o que verdadeiro - ou seja, no acto de escutar - a vida comea de maneira nova. A nossa mente no tem frescura. A nossa mente j viveu milhares de anos - por favor no metamos nisto a reencarnao; se o fizermos no estaremos a escutar. Ao usar as palavras milhares de anos no me estou a referir s a ns, mas ao homem. Somos o resultado da existncia milenar do homem. Somos uma conscincia vastssima; s que nos apropriamos de uma parte dela, construmos um muro sua volta, confinamo-la, e agora dizemos Isto a minha individualidade.

E ao dizer milhares de anos, no estou a falar dessa clausura - essa clausura de arame farpado que, na maioria dos casos, cada um de ns. Estou a falar daquele estado de conscincia que imenso, vasto, que tem passado por milhares de experincias e que est debaixo da crosta, do fardo, do peso da tradio, do conhecimento acumulado, de toda a espcie de espe rana, de medo, desespero, ansiedade, agonia, avidez, ambio - no s a ambio dos que esto enclausu rados, mas tambm a ambio do homem.

Assim, as 42 nossas mentes esto embotadas pelo passado - isto , alis, um facto psicolgico; no se trata de uma opinio contra outra opinio. Assim, com essa mente, com essa psique que tem passado por tantas experincias, que conserva todas as cicatrizes, todas as lembranas, todos os movimentos do pensamento, como memria - com essa mente que vamos ao encontro da vida.

E com tudo isso que queremos ir ao encontro daquilo que desejamos desco brir - a Verdade. E no podemos, evidentemente. Como em relao a qualquer outra coisa, temos de ter uma mente fresca, nova. Para olhar uma flor, ainda que a tenhamos visto muitssimas vezes, para olhar essa llor de maneira nova, como se a estivssemos a ver pela primeira vez na vida, temos de ter uma mente nova uma mente fresca, inocente, extremamente acordada.

De outro modo, no a podemos ver - s vemos as lembranas que projectamos nessa flor, e no vemos lealmente a flor. Por favor, compreendamos isto. Uma vez que tenhamos compreendido o acto de ver como um acto de escutar, teremos aprendido uma coisa extraordinria na vida, algo que nunca mais nos dei xar.

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Mas a nossa mente est to gasta, to embotada, pela sociedade, pelas circunstncias, pelos nossos medos e desesperos, por todas as desumanidades, pelos insul tos e as presses, que se tornou mecnica, insensvel, entorpecida, indolente. E com essa mente queremos compreender; evidente que no podemos. Assim, a questo : Ser possvel ficarmos livres de tudo isso?

De outro modo, nem a flor seremos capazes de ver. N o sei se, quando vos levantais, de manh 43 cedo, vedes o Cruzeiro do Sul, o cu estrelado. Se j contemplastes realmente o cu - do que duvido - talvez tenhais olhado os astros, talvez conheais os seus nomes e as posies.

E depois de os terdes olhado alguns anos, alguns dias ou semanas, j vos esquecestes de as ver e apenas dizeis: Aquele ali Jpiter, Marte, etc Mas acordar de madrugada, olhar pela janela ou ir rua para ver o cu como uma coisa nova, com olhos desnevoados, com uma mente desobstruda - s assim se pode compreender aquela beleza, aquela profundi dade, e o silncio que existe entre ns e aquilo.

S assim somos capazes de ver. E, para isso, temos de estar livres; no podemos trazer toda a carga da nossa experincia, para olhar. A nossa pergunta , ento: Ser possvel estarmos libertos do conhecimento? Conhecimento o que no passado se foi acumulando. Toda a experincia que se tem imediatamente traduzida, guardada, registada; e com esse registo vamos fazer face experincia seguinte. Portanto, nunca compreendemos uma expe rincia; ficamos s a traduzir cada desafio de acordo com a resposta do passado e, assim, a fortalecer o registo.

E o que acontece no crebro electrnico, no computador. S que somos apenas uma pobre imitao desse m aravilhoso instrum ento mecnico cham ado com putador. Ser possvel sermos livres? E essa investigao no meramente verbal, intelectual: o estado da mente que est a escutar. O conhecimento acumulado torna-se a nossa auto ridade - sob a forma de tradio, de experincia, daquilo que se leu, daquilo que se aprendeu, e da autoridade reivindicada por aqueles que dizem que sabem.

No mom ento em que uma pessoa diz que sabe, no sabe! A Verdade no algo acerca do qual se possa ter conhecimento acumulado. Tem de ser percebida, de momento a momento - como a beleza de uma rvore, do cu, do pr-do-sol.

Assim, o conhecimento torna-se a autoridade que guia, que molda, que encoraja, que d fora para conti nuar. Por favor, prestemos ateno a tudo isto, porque lemos de compreender a anatomia da autoridade - a autoridade do governo, a autoridade da lei, a auto ridade do polcia, a autoridade psicolgica que cons tituda pelas nossas prprias experincias e pelas tradies que nos foram transmitidas, consciente ou inconscientemente; tudo isso se torna o nosso guia, se lorna um sinal de advertncia quanto ao que se deve lazer e o que no se deve fazer.

Tudo isso se encon1ra nos domnios da memria. E isso realmente aquilo que somos. A nossa mente o resultado de milhares de experincias com as suas lembranas e as suas cicatrizes, o resultado das tradies transmitidas pela sociedade e pela religio, e das tradies educativas.

Com essa mente to carregada de memria, tentamos compreen der o que no pode ser compreendido por meio da me mria. Precisamos, pois, de libertar-nos da autoridade. O significado da palavra, em si, o originador, aquele que origina algo novo. Reparai na vossa prpria religio. N o sei se sois verdadeira mente religiosos provavelmente no. Vai-se ao tem plo, murmura-se uma srie de palavras, repetem-se certas frases a isso que se chama ser religioso.

Vede que enorme peso de tradio os chamados guias espirituais e homens santos implantaram nas vossas mentes tal como o Guit e os Upanishads; Shankara e outros intrpretes do Guit.

Estes baseiam-se no Guit, p ara o interpretar, e vs continuais a interpretar. Considerais essa interpretao uma coisa muito extra ordinria e chamais religioso ao homem que interpreta. Mas essa pessoa est condicionada pelos seus prprios medos; presta culto a uma imagem esculpida pela mo ou pela mente. Essa tradio inculcada em cada um, no por uma propaganda recente, mas por uma pro paganda de milnio as pessoas aceitam-na, e isso molda o seu modo de pensar.

Sendo assim, se desejamos ser livres, temos de pr de lado tudo isso - pr de lado os Shankaras, os Budas, todos os livros e instrutores religiosos - para sermos ns mesmos, para podermos investigar. De outro modo, no poderemos saber a extraordinria beleza e significado da Verdade, e nunca saberemos o que o Amor. Assim, podereis vs, que fostes moldados por Shan kara, por tantos homens santos, pelos templos, apag-los a todas da vossa mente? Tendes de faz-lo.

Tendes de ficar completamente ss, desajudados, sem 46 desesperar e sem nada temer; s ento sereis capazes de investigar. Mas para apagar, para negar totalmente em vez de dizer negativamente Deixemos isso - para negar completamente temos de compreender toda a anatomia e estrutura, toda a essncia de autoridade: temos de compreender o homem que procura a auto ridade.

No podemos afastar da autoridade o homem que a deseja porque isso o seu nico refgio, o seu po de cada dia - como tam bm o do poltico, do sacerdote ou do filsofo.

Mas se queremos compreender essa coisa extraordi nria chamada Verdade, no devemos aceitar a auto ridade psicolgica. Porque s a mente fresca, inocente, que jovem e vibrante, pode compreender estas coisas, e no a mente que se deixa guiar pelo passado, que moldada, enfraquecida e subjugada por ele.

Ou uma coisa ou outra. Ou dizemos No possvel ficar-se livre do passado, deste conhecimento, desta autoridade que a mente procura, na sua pobreza, no seu desespero, para se apoiar; a mente nunca poder ficar livre da autoridade, do passado, das coisas que aprendeu, adquiriu, acumulou. Ou ento dizemos que a mente e capaz de se libertar do passado. M as temos de investigar; no podemos apenas dizer que a mente pode, ou no pode, ser livre; isso apenas entretermo-nos com uma opinio, o que no tem nenhum valor temos de deixar isso aos filsofos.

Se queremos descobrir, temos de investigar se isso possvel ou no; no podemos apenas aceitar ou negar. Temos, pois, de aprender acerca do conhecimento e da autoridade. Quando estamos a aprender no h 47 contradio, exactamente porque estamos a aprender. Mas se estamos s a adquirir conhecimentos, ento no h contradio.

Reparemos, nisto, por favor. Se esta mos apenas a acumular conhecimentos, ficaremos em conflito, porque a coisa sobre a qual estamos a adquirir conhecimentos uma coisa viva, que se move, que muda; e, portanto, entre o que acumulmos e a reali dade, h contradio.

Mas se estamos a aprender sobre ela, ento a contradio no existe, portanto no h conflito. Assim, a mente que est a aprender est a enriquecer-se de energia, porque no a dissipa num estado de conflito. Mas quando a mente est a acumu lar e a adicionar, olhando e observando com base no conhecimento acumulado, ento h contradio, ento h conflito, e portanto dissipao de energia.

Assim, o homem que aprende no tem conflito, mas o homem que est apenas a acumular informao, para viver segundo um determinado padro, estabelecido por ele prprio ou pela sociedade a -que pertence, ou por alguma personalidade religiosa, seja ela quem for esse homem est em contradio e, p o rtan to , em conflito.

E, como dissemos noutro dia, o conflito a prpria essncia da desintegrao. O conflito no surge apenas do passado, mas tambm em relao ao presente.

Portuguese: A Linguistic Introduction

Surge tambm quando temos ideias - que devemos ser isto ou aquilo, que devemos estar em tal ou tal estado - ideais maravilhosos, nobilitantes. O ideal no a realidade. Uma ideia projectada pela mente que est em conflito torna-se um ideal, segundo o qual essa mente 48 deveria viver; e portanto a mente continua em con flito, em contradio. Mas a mente cjue est a escutar um facto, no um ideal - essa mente no est em conflito, est a mover-se de facto para facto.

Portan to, uma mente assim encontra-se num estado de ener gia. E sem essa energia no podemos ir muito longe; estamos a dissip-la em contradies, na luta para nos tornarmos aquilo e no isto. Temos assim de observar, de escutar, de ver o facto - o que - e de ficarmos com o facto. E isto extraordinariamente difcil. E claro que nunca reflectistes sobre tudo isto, ou ento nada disto vos acontece naturalmente, tal como as chuvas caem do cu.

Provavelmente estais a ouvir estas coisas pela primeira vez, ou lestes alguma coisa a este respeito. Como este orador tem falado sobre isto muitas vezes, direis: L volta ele s mesmas coisas. Mas se estais a escutar, se percebeis a inteno do orador, vereis ento o facto, isto , que o que tendes conhecimento acumulado, e ficareis com esse facto, no fugireis dele. O facto que sois o passado em relao com o presente; o passado poder ser modifi cado, alterado, mas estais ainda a mover-vos, a existir, sempre no passado.

Ento, que entendemos por ficar com o facto? Ficar, ou viver, com o facto, no aceit-lo, nem neg-lo, mas escut-lo - escutar todos os seus subtis movimentos, as indicaes que directamente nos d, as perguntas, as respostas a que ele leva; no neg-lo, porque no se pode negar um facto se o fizermos poderemos acabar num hospital de alienados.

Ora, quando vivemos com alguma coisa ou pessoa com a nossa mulher, com os nossos filhos, com uma rvore, com uma ideia que temos - ou nos acostuma mos tanto a ela que ela deixa de existir, ou vivemos realmente com ela, dando-lhe inteira ateno. N o m om ento em que nos acostum am os a um a coisa, tornam o-nos insensveis. Se me acostum o quela rvore, sou insensvel a ela.

Se sou insensvel rvore, sou tambm insensvel sujidade, insensvel s pessoas, insensvel a tudo. Pelo contrrio, estar atento a uma coisa no ficar habituado a ela, no ficar acostumado, insensvel - sujidade, misria, famlia, mulher, aos filhos. Para no nos habituarmos a uma coisa preciso ter muita ateno e, portanto, muita energia. Espero que estejais a entender isto. Assim, a mente que quer compreender o que verdadeiro tem de compreender, mas no de modo idealista, todo o significado do que a liberdade.

A liberdade no uma libertao a alcanar em algum mundo celestial, mas sim a liberdade quotidiana, que estar livre do cime, do apego, da competio, da am bio - que significa o mais: Tenho de ser melhor; sou isto e tenho de me tornar aquilo.

Mas quando observamos o que somos, no h ento o tornarmo-nos alguma coisa mais, alm daquilo que somos; ento, h uma transformao imediata de aquilo que. Sendo assim, a mente que deseja ir muito longe tem de comear pelo que est muito perto. E no podemos 50 ir muito longe se ficamos meramente a verbalizar acerca de algo que o homem cria e a que chama Verdade ou Deus.

Temos de comear pelo que est muito perto, para lanar a base correcta. E, precisamente, para lanar essa base tem de haver liberdade.

Temos pois de ter a nossa base na liberdade, e em plena liberdade e ento j no ser uma base; ser um movimento, e no uma coisa esttica. S quando a mente compreende a extraordinria natureza do conhecimento, da liberdade e do apren der, que o conflito cessa; s ento a mente se torna perfeitam ente lcida e precisa.

N o fica presa em opinies e pareceres; encontra-se num estado de aten o e, portanto, num estado de completa energia e completo aprender. S quando a mente est tranquila capaz de aprender - que no significa aprender a respeito de qu?.

S essa mente serena pode aprender, e o importante no a respeito de qu ela aprende, mas sim o estado de aprender; o estado de silncio em que ela est a aprender. Temos de o examinar profundamente, e no procurar, apenas, algum remdio superficial ou um conceito ou um ideal para ser aplicado como meio de se ficar livre do medo, pois desse modo isso nunca possivel.

Gostaria no s de examinar tudo isto verbalmente, mas tambm de ir alm da palavra, para investigar, no verbalmente, se de facto possvel ficarmos completa mente livres do medo, tanto do medo biolgico, fisio lgico, como do medo psicolgico.

Para quase todos ns, a palavra ocupa um lugar muito importante.

Somos escravos das palavras. O nosso pensar verbal, e sem palavras dificilmente podemos pensar. H talvez um modo no verbal de pensar; mas, para compreender o pensar no verbal, temos de nos libertar da palavra, do smbolo, do pensamento verbal. Para a maioria de ns, porm, a palavra, o smbolo, ocupa um lugar extraordinariamen te importante na nossa vida.

E, assim, a mente escrava 53 das palavras - palavras como indiano, hindu, brmane, etc. Para penetrarmos muito profundamente neste pro blema do medo, temos no s de com preender o significado da palavra, mas tambm - se possvel - de libertar a mente da palavra, e desse modo compreender profundamente o significado do medo. Para investigar muito profundamente, indispens vel um sentido de humildade - mas no como virtu de. A humildade no uma virtude, um estado de ser - ou somos humildes ou no somos.

No podemos busc-la, nem cultiv-la; no podemos ser vaidosos e pr uma camada de humildade sobre essa vaidade como a maioria de ns tenta fazer.

Vamos aprender sobre o medo. E para aprender sobre o medo e a sua enorme importncia na nossa vida, a sua escurido e os seus perigos, temos de investigar o que ele. E, portan to, preciso esse estado de humildade sem medo, uma humildade sem desejo de recompensa, e no cultivada. Para a maioria de ns, a virtude meramente uma coisa que cultivamos como meio de resistir s exigncias dos nossos prprios desejos e tambm s experincias de uma determinada sociedade, em que acontece viver mos.

Mas a virtude, a bondade, no est contida na esfera do tempo. No se pode acumular virtude, no se pode cultiv-la. Ela , por exemplo, ser bom e no tornar-se bom.

Estas duas coisas so totalmente dife rentes. Florescer em bondade inteiramente diferente de tornar-se bom. Tornar-se bom um meio de alcanar uma recompensa, de evitar uma punio ou de resistir a alguma coisa, e nisso no h florescimento.

S nesse estado de hum ildade possvel perceber globalmente, compreender, e aprender. Pois - quando se trata de matrias no tcnicas - s h aprender, e no ser ensinado e adquirir conhecimentos. Podemos adquirir conhecimentos, informao sobre matemtica. Mas sobre o medo, temos de aprender, no de livros, no com estudos de psicologia mas atravs da observa o de ns mesmos.

E no se pode aprender se no h humildade. Assim, cada um tem de ser, simultaneamente, mestre e discpulo de si mesmo, e esse discpulo a mente que est a aprender. A pessoa cuja mente est a aprender no um discpulo submisso, que aceita, que segue. Aquele que se submete, que segue, no est a investigar o que a Verdade; est apenas a ajustar-se a um padro de bom comportamento, do qual espera obter, como recompensa final, aquilo a que chama a Verdade.

A humildade , pois, um estado da mente, no qual no h medo. A humildade diferente do respeito. Pode-se respeitar outrem, e porque h essa considera o, no h desrespeito. Respeitamos o governador, o primeiro-ministro, mas tratam os rudemente o nosso empregado; nisto h desrespeito. The end of the fifteenth century and the first half of the sixteenth was a period of intense change.

A major political event was the end of Muslim sovereignty in Spain with the capture of the kingdom of Granada by the Catholic Monarchs, Ferdinand and Isabella, in In the same year these monarchs promulgated the expulsion of all Jews who would not convert to Catholicism, some sixty thousand of whom sought refuge in Portugal, where they soon had again to choose between conversion or expulsion.

In Luther reportedly nailed his ninety-five theses onto the door of the Castle Church in Wittenberg, thus launching the Reformation. In Garcia de Resende — published the Cancioneiro Geral, a compilation of courtly poetry. Change, however, was in motion for both the culture and the language of Portugal.

There was enough change in the air to attract the Inquisition, introduced in to protect souls by burning unrepentant bodies and heretical books, for which an underground market was made possible by the movable type press, developed by Gutenberg in Among books unwelcome in the peninsular kingdoms were those by the great humanist thinker Erasmus?

The prevailing eagerness for new things clamored for a renovated language, and as it adjusted to new cultural realities, Portuguese shaped a modern image for itself. Linguistic features considered too close to Galician were eschewed 6. After Portuguese and Galician split, their paths diverged substantially. Whereas Portuguese acquired full autonomy by becoming the official language of an independent state, Galician found itself limited to oral communication at the local level and excluded from an official role in public administration, education, and the higher forms of literary expression.

Such limitations caused Galician to be not only subordinated to Spanish but also progressively infiltrated by it, particularly in the lexicon and morphosyntax. All in all, the task of normalizing and unifying local varieties, described by Teyssier as essential to forge a modern Galician language, is still unfinished. Back in the sixteenth century, Portuguese seafarers were busy exploring the coast of Africa. Japan was reached in , and in a trading post was set up in 14 1 The Portuguese language in the world Macao Pg Macau.

Inflation was rampant, and the Crown had neither the people nor the means to run such a far-flung empire. To make things worse, from the end of the sixteenth century it faced increasingly strong competition from the Netherlands and England.

Furthermore, when Portugal was ruled by Spanish kings for dynastic reasons between and , Portuguese ships and colonies became a legal target for those competing nations, then at war with Spain. As a result, by the middle of the seventeenth century the Portuguese possessions were fast being lost to the Dutch and the British.

There was also Brazil, where gold was discovered in By the end of the eighteenth century it is estimated the Crown had received between one and three thousand tons of gold and over two million carats in diamonds Saraiva Most of those riches reportedly went to English bankers, but Portugal, though impoverished and sorely taxed by the effort, had succeeded in opening up the oceans and making Portuguese an international language.

A pidgin is a grammatically simplified hybrid language, with words from two or more languages, created through continuing interaction of people who do not have a language in common. Pidginized versions of Portuguese have supposedly been used since the fifteenth century in the Mediterranean and along the coast of Africa, where Portuguese sailors and traders came into contact with speakers of African languages.

Thus a creole may become the primary language of a formerly pidgin-speaking community. One of the consequences of intermarriage between Portuguese settlers and natives of Africa and Asia was the development of several Portuguese-based creoles, some of which are still spoken. In the Malay peninsula and the Indonesian archipelago the growth of Malayo-Portuguese creoles came in the wake of trading posts, which were lost to the Dutch in the seventeenth century; the sole exception was Macao, which remained Portuguese until it was turned over to China in December In Portugal lost Brazil, and in the twentieth century, all of its remaining colonies.

In Asia, Portuguese is an official language only in East Timor pop. On the east coast there is Mozambique pop. Off the west coast of Africa lie the two small island countries, Cape Verde pop. In these countries, however, despite its official status, Portuguese is the native language of only a minority, and outside the larger cities relatively few people speak it fluently as a second language 6.

As we will see in Chapter 6, the coexistence of creoles and African languages spoken by different ethnic groups poses a unique situation for the future of Portuguese in these regions. The presence of Portuguese speakers in European countries e. France, ca. Immigration with substantial linguistic consequences, however, started in the early nineteenth century, when whalers from the Azores — soon followed by others from Cape Verde, mostly creole speakers — began to settle in New England Newport, New Bedford, Cape Cod and Rhode Island.

It was Azoreans who made up most of the Portuguese community in California, although there were also immigrants from Madeira and continental Portugal. Although the current generation of Portuguese Americans is largely bilingual, language maintenance is strong enough to support some newspapers and a small but thriving Portuguese American literature Almeida 1.

Figures for showed , Portuguese immigrants living in Canada and 55, in Australia Rocha-Trindade a As in the United States, a sizeable body of Portuguese-language literature exists in Canada Joel The country extends over 3,, square miles slightly over the 3,, square miles of the forty-eight contiguous US states, or over six times the combined area of Germany, France, and Spain.

As colonization expanded, the territory was further divided and more governors appointed, but by the beginning of the nineteenth century the colonial enterprise was exhausted Prado Junior —6 and resentment against its exploitative practices intensified.

Since becoming independent, Brazil has followed a totally separate path, politically as well as culturally, from the other Portuguese-speaking lands, a circumstance that has contributed to the specific character of Brazilian Portuguese. Whereas in the African countries Portuguese is the native speech only of a minority, in Brazil it has been for generations the native language of a majority of the population.That is definitely not the case of either English or Portuguese, which are spoken by millions of people over a vast territory.

G uar damos todas as experincias, todas as informaes, todos os incidentes, todas as lembranas. After Portuguese and Galician split, their paths diverged substantially.

Temos, obviamente, de descobrir uma fonte diferente, uma diferente abordagem da vida, que no esteja em contradio com a realidade que o viver quotidiano, e traga ainda consigo uma profunda com preenso religiosa da vida. Jorge Zahar Editores. Aceitais isso talvez s verbalmente, e no efectivamen te. Essa pessoa sabe certamente a arte de escutar. Estes caracteres devem ser escritos na vara com nanquim.

Mas acordar de madrugada, olhar pela janela ou ir rua para ver o cu como uma coisa nova, com olhos desnevoados, com uma mente desobstruda - s assim se pode compreender aquela beleza, aquela profundi dade, e o silncio que existe entre ns e aquilo.